terça-feira, 1 de junho de 2010

A grande forja era o que alimentava
desde os arredores
as mãos dos homens, e animais entre dedos pendiam
com a mesma idade de olhar o fogo
com que fora se espalhando esta farsa antiga
um cheiro subia
visualmente, através da espera
quando as conversas e a música eram trançadas
devagar
desde os estertores da língua humana
que gracejava já de si, imensa, satisfazendo ânimos
e terminava
à força de se moldar as crinas, dentro da fuga espelhada
[no cozimento lento
desde os pormenores do mais tenro carneiro
à gula
descendo direto pela garganta a voz da noite
que vinha
no alongar dos anos, derrotar a inteligência
no momento em que esta se criava, aos vinhos
forcejando entre as pedras do crânio
e não dizer nada era voltar ao ponto em que as
mãos desciam, suavemente
entre o barro, circunflexas,
para esquecer, somente, o engodo
de estar ali descendo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário