quinta-feira, 13 de maio de 2010

1

Nunca mais escrever
Haver a voz tão longe
Quanto entender-se.
Atentar tão devagar à lembrança,

Eis o que mudou na casa,
De lugar
E tempos em tempos.
Assomar à vida, todos os dias
E todos os dias escrever
Que nunca é mais
Que nada.


2

O tempo da ausência goteja lentamente
Intumescendo planta
Que cresce
Para a morte,
Direto.


3

tão relapso era o caminho,
envolvê-lo era quase nada:
o mesmo caminho relapsamente se apaga
sobre a pele

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