1
Nunca mais escrever
Haver a voz tão longe
Quanto entender-se.
Atentar tão devagar à lembrança,
Eis o que mudou na casa,
De lugar
E tempos em tempos.
Assomar à vida, todos os dias
E todos os dias escrever
Que nunca é mais
Que nada.
2
O tempo da ausência goteja lentamente
Intumescendo planta
Que cresce
Para a morte,
Direto.
3
tão relapso era o caminho,
envolvê-lo era quase nada:
o mesmo caminho relapsamente se apaga
sobre a pele
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