quinta-feira, 13 de maio de 2010

aos cães

a luz incidiu primeiro dando à dor a guia
fez-se minimamente tanta e fez-se bruta
rompeu o chão da casa, alva
alva e única no desterro, próprio fogo e deserto,
a luz incidiu tremendo
de cada fio já solta a relva
repercutiram os animais deitando rastos de orvalho
e compôs-se novamente o caos da noite
na memória confundida a olhar o fogo
o pensamento devastava, ainda
um rosto se mexeu de leve pela cama
sobrava, magnífico,
um palmo acima, num tom, afora
na realidade menos úmida, egressa
eis que a luz caiu ébria pela porta
e a armada de cães, de leve
balançou a cabeça

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