Através do abatimento, extremo, corremos
enquanto a razão dos homens
a desviar seus ritos, trazia
do horror à calma
olhos e mãos mais perdidos que a vida
e dentes a mastigá-la, convulsa, tecendo
ao descermos
dos nomes próprios à manhã exata e escura, que avança
e ao atravessarmos enfim o escurecimento
correndo, de júbilo com medo correndo
enquanto dormitam aos pés de tais homens suas crianças
e o turbilhão de palavras antigas nelas dormindo
ao pé dessa língua, em tempos, perdida, poema
irmão gêmeo a roubar-se da loucura
dissemos, cavando, descendo,
enquanto riu-se, sobre a comida que partimos
(e da calma à vigília), o problema:
poema correndo através da loucura de um dia
o dia fortuito de tempo descendo, à procura
o quanto
e abatidos e extremos
falando à memória mal nascida do rito
ao cavar, aguardando, calamos
trazendo (nelas, em sonhos, caindo)
o som que cada verso, ao deslocar-se
ao fundo, sem fúria,
perdia.
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